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A Cidade do Sol, obra mais popular de Tommaso Campanella, que descreve aqui sua visão de uma cidade ideal. Nesse exercício, ele projeta uma sociedade utópica, naturalista e guiada por princípios divinos, onde propriedade privada e família não poderiam existir, uma vez que para Campanella, os bens individuais deveriam estar a serviço da coletividade.
Ainda jovem ingressou na Ordem dos Pregadores, dedicando-se aos estudos de filosofia. Em 1599 foi preso por ordem do governo espanhol sob acusação de heresia e conspiração. Embora jamais tivesse confessado nenhuma das acusações, esteve preso na prisão de Nápoles durante 27 anos. Posto em liberdade no ano de 1626, foi novamente preso e levado diante do Santo Ofício em Roma. Em 1634, temendo perseguições por suspeitas de que poderia estar envolvido em nova conspiração, seguiu o conselho do papa Urbano VII e fugiu para a França, onde foi recebido por Luís XIII e pelo Cardeal Richelieu.
Campanella deixou uma obra vasta que abrange vários tópicos: gramática, retória, filosofia, teologia, política, medicina etc. Segundo Campanella, as ciências tratam das coisas como elas são, cabendo à filosofia (e especialmente à metafísica) explicar as coisas em seu mais profundo.




